das marcas e signos

Julho 29, 2008

sempre pensei que a angst de cada um de nós fosse se expressar. mas acho que mais do que isso, é imprimir a sua própria marca. há tantas formas de sê-lo, de fazê-lo. eu sempre escrevi – tentando libertar meus demônios, ou simplesmente para falar de sentimentos. hoje eu vejo que cada um encontra  o seu jeito…há aquele que se tatua por completo, marcando aquilo que tem significado. há o que tatua os outros, porque acredita na força da sua arte – tanto quanto um pintor ou um fotógrafo. há o que escreve músicas, há aquele que se apaixona pelo cinema.

e há por si só a paixão. o ato por ele próprio, que se consuma na carnificina de marcar um ao outro com suas essências. e o amor, como sentimento, é simbiose. é procurar similaridades, espelhar ideais…

somos todos obsessivos, procurando sinais do caminho a trilhar, daquilo em que acreditar.

saudade

Julho 24, 2008

A saudade é como um rio em uma planície. Você sente o frio da água batendo nos seus pés em uma margem, mas não enxerga a outra. É tudo infinito, distante, silencioso.

E eu sou o barulho, o aperto, o contorno. Eu não sei nadar.

Por isso, a saudade é como um corte cirúrgico. Preciso, certeiro. No começo, anestesiado. Depois, em imensa dor. Às vezes sangra, às vezes cicatriza. Mas sempre tem a marca pra lembrar.