saudade
Julho 24, 2008
A saudade é como um rio em uma planície. Você sente o frio da água batendo nos seus pés em uma margem, mas não enxerga a outra. É tudo infinito, distante, silencioso.
E eu sou o barulho, o aperto, o contorno. Eu não sei nadar.
Por isso, a saudade é como um corte cirúrgico. Preciso, certeiro. No começo, anestesiado. Depois, em imensa dor. Às vezes sangra, às vezes cicatriza. Mas sempre tem a marca pra lembrar.