jump!
Maio 28, 2008
dois momentos do meu dia:
happiness IS a moment.
and then…
HUIS CLOS
Da vida não se sai pela porta:
só pela janela. Não se sai
bem da vida como não se sai
bem de paixões jogatinas drogas.
E é porque sabemos disso e não
por temer viver depois da morte
em plagas de Dante Goya ou Bosh
(essas, doce príncipe, cá estão)
que tão raramente nos matamos
a tempo: por não considerarmos
as saídas disponíveis dignas
de nós, que, em meio a fezes e urina
sangue e dor, nascemos para lendas
mares amores mortes serenas.
e depois dizem que instável sou eu.
doutor, é a vida…
she’s a superfreak
Maio 25, 2008
Eu tenho uma jukebox cerebral. E não rola a parada da moedinha não, ela funciona completamente aleatória e, muitas vezes, me sabotando.
Sempre soube disso. Era como a história de bater a escova de dente na pia pra dar sorte, que tinha que ser no ritmo da 5ª sinfonia de Beethoven. E as meias preferidas, que faziam tudo dar certo no meu dia. (Logo depois eu descobri que tinha uma meia do azar, porque a maldita da rosa choque acabava com toda a perspectiva de sucesso).
O problema é que eu achava que já tinha passado, que eu já era uma pessoa madura o suficiente pra não ligar pra essas coisas ridículas pequenas. Aí eu me ligo que dirijo muito mal quando a minha jukebox toca aquela musiquinha da propaganda do mercado livre. É, eu não presto atenção no trânsito, só nas nuvens (????).
O inverso acontece. Eu dirijo melhor que o Schumacher se tá tocando ‘Balada dos Esqueletos’, do Ginsberg. Sei lá por quê. Não me pergunte.
É isso aí, cuidado com a música que tá tocando quando me encontrar.