das marcas e signos

Julho 29, 2008

sempre pensei que a angst de cada um de nós fosse se expressar. mas acho que mais do que isso, é imprimir a sua própria marca. há tantas formas de sê-lo, de fazê-lo. eu sempre escrevi – tentando libertar meus demônios, ou simplesmente para falar de sentimentos. hoje eu vejo que cada um encontra  o seu jeito…há aquele que se tatua por completo, marcando aquilo que tem significado. há o que tatua os outros, porque acredita na força da sua arte – tanto quanto um pintor ou um fotógrafo. há o que escreve músicas, há aquele que se apaixona pelo cinema.

e há por si só a paixão. o ato por ele próprio, que se consuma na carnificina de marcar um ao outro com suas essências. e o amor, como sentimento, é simbiose. é procurar similaridades, espelhar ideais…

somos todos obsessivos, procurando sinais do caminho a trilhar, daquilo em que acreditar.

saudade

Julho 24, 2008

A saudade é como um rio em uma planície. Você sente o frio da água batendo nos seus pés em uma margem, mas não enxerga a outra. É tudo infinito, distante, silencioso.

E eu sou o barulho, o aperto, o contorno. Eu não sei nadar.

Por isso, a saudade é como um corte cirúrgico. Preciso, certeiro. No começo, anestesiado. Depois, em imensa dor. Às vezes sangra, às vezes cicatriza. Mas sempre tem a marca pra lembrar.

my anatomy

Junho 23, 2008

do you think I’m broken?

Fix me.

’cause I’m not a quitter.

Por que as pessoas procuram razão ou conforto, paz, equilíbrio…na minha paixão de ser?
Não mexa na minha bagunça se eu não te deixei tocá-la. Você pode olhar, tentar entender. Não tocá-la.

trouble, oh trouble…haven’t slept a day in years…

Eu queria que falasse comigo. I’m tired of playing games. É pedir demais que os outros abram o coração, sejam justos, honestos e incansáveis quando se trata daquilo de mais fino que há entre as pessoas… the space between?

Afinal, sou eu que estou machucada. E não vou me dilacerar pelo rogado. Eu estou aqui e cabe só a você tirar estas vendas, fazer tudo ser mais fácil.

  • não suporto minha irmã.
  • de saco MUITO cheio de alguns amigos. “amigos”. whatsoever.
  • somebody broke my heart.
  • e eu descobri que até doeu 2 dias atrás. mas hoje? I don’t care.

e essa é a melhor parte do meu dia. I chose life.

the car, the fuckin’ big television…

I’m moving on, getting by, looking ahead, the day you die.

vitrine

Maio 26, 2008

Pensa que é fácil?

Que é fácil sair de manhã com o cabelo lindo, perfumada, sem olheiras, de sobrancelhas irretocáveis, unhas perfeitas, e principalmente, um sorrisão no rosto?

Que é fácil aguentar dietas, depilação, exercícios físicos e parentes chatos? Que não é difícil ser inteligente, bem-sucedida e ainda assim asuperdescoladadouniverso?

Eu já mencionei as escolhas que temos que fazer, a falta de tempo, a tpm, a decepção com uma pessoa ou outra, e o PIOR: a saudade dos amigos?

Pensa que é fácil bancar a segura, sair de sapato de salto fino, dizer eu te amo, e, na maioria das vezes, descobrir que não é amada? E aquelas coisas que ninguém fala, do tipo: ai será que ele me acha estabanada, ou que eu beijo mal, ou meu perfume é muito doce?

Fora o fato de existirem horas onde tudo o que você quer é chorar, mas e o rímel…

Será que ninguém acha que essa mulher perfeita se cansa, precisa de férias?

AVISO AOS NAVEGANTES: Mulher Maravilha, só na HQ. Mas tudo é muito mais fácil quando a gente aprende a rir de si mesma…

V

Maio 23, 2008

You said you wanted to live without fear. I wish there’d been an easier way, but there wasn’t.

Acho que passei muito tempo falando em liberdade levianamente. O que é desejar quando você não conhece o objeto de desejo, ou pelo menos, não sabe o seu significado?

Eu ainda não sou livre. E talvez o caminho até lá ainda seja muito longo, porque fácil, eu já sei que não é. Mas agora, eu sei o que significa. Ser livre não é se livrar de um tirano, de um opressor. Ser livre é não ter medo, ou, se tiver, ter a coragem para enfrentá-lo.

E como numa prece, sussurrada, eu apelo à minha própria essência que não me abandone, que me deixe forte para enfrentar o monstro que habita em mim.

primeiro

Maio 22, 2008

Há muito, creio eu, não tenho mais pretensões de ser qualquer tipo de escritora. Mas, ao menos tentar escrever, tornou-se uma espécie de tentativa de beber do sumo dessa coisa que não tem nome; essa coisa que faz as pessoas superarem toda dor, que faz haver beleza e uma certa calma na vida.

Acho que pra mim, tão faminta, um pouco de calma, beleza e força não faria mal.